domingo, 25 de outubro de 2009
The Lovely Bones
Terminei de ler essa semana pela setima vez a obra maravilhosa de Alice Sebold que não me cansa, a cada leitura uma sensação diferente, um sentimento novo. Susie Salmon (como peixe) encanta seja qual for o leitor.
Com estéia marcada no Brasil para o dia 22 de janeiro de 2010, pretendo estar na prta do cinema.
"Pedras, ossos
neve, gelo
sementes, feijões, girinos
caminhos, gravetos, beijos em quantidade
todo mundo sabe de quem Susie tem saudade." (The Lovely Bones)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sabe-se que...
controle e o excesso degradado Meu carma, minha cama, alma em problema.
Seriamos diferentes, se tão perto e tão ausentes, fossemos distintos.
Falhou os pés, faltou sermão. O quente do calor, e o calor do colo de
casa. Os telefones tocam com pressa E são limões que nos azedam, e que
trocados por milhões de outros gostos nos fazem errar. Irmãos de mãos
dadas, mas atadas. Meninas mal amadas, mal-tratadas, arrancadas de uma
juventude decadente... Diferente. Sistema irracional, que não se
compromete Se jogam e batem de frente, entre amarelos e vermelhos...
Hematomas e ligamentos que nos desligam da realidade, da dor... Espasmos
e espelhos, que me entojam e me deixam de pernas para o ar...
Sem ar, sem voz, sem nó, sem nós... a sós.
Pedaços.
oo, sem amigos. Sem pés e mãos, sem poder agir.
anhum sofrimento e arrependimento. Querendo consolo, esperando sonhos que no fim sempre se despertam
Ausência.
Dói a ausência, as madrugadas se calaram
Vem buscar de volta o que nunca deixou de ser seu
Meus passos estão lentos
"Quando eu voltar pra casa, os meus sonhos já estarão acabados”
“Por que as madrugas estão caladas e meus gritos são de pavor, por não ter a sua presença”
Desintegrando todas as partes de um corpo, e de um copo obscuro
O meu maço de cigarros já não é mais o mesmo quando esta vazio
Expressões da alma não te alegram
Te trarei o pó, as cinzas de um corpo dessangrado
Um dia iras dominar o mundo, e seremos como cobras rastejando aos seus pés sujos de sangue
Por que amor?
Amanhã de manha, o seu telefone ira tocar
E só ouvira um suspiro e as lagrimas caindo
Por que a noite vai, mas a lua não deixa de estar presente.
Desabafo
Tão curta é essa culpa, tão tola é a razão de me sentir culpada. Minha culpa encontrada debaixo de lençóis brancos, junto com a poesia da noite passada.
Um aperto forte e estranho, faltando rasgar meu peito e o frio na espinha vem junto com a brisa gelada que balança meus cabelos.
Encontrei na hora errada o que procurava a tempos, desisti muito tarde do que ainda está por vim. Meus pensamentos se contorcem, fundindo-se um no outro, devastando os sentimentos bons e trazendo medo e fúria.
Não é a primeira vez, e tudo esta se repetindo como antes. Quando acaba é por que nunca começou de verdade.
Onde esta o sol? O céu, e as promessas mal cumpridas?
Onde esta nossa esperança reprimida, e a coragem repulsiva?
Sinto-me Esgotada, minha cabeça dói e minhas pálpebras estão se fechando.
As lagrimas já chegaram e a minha fúria as alimentam. Sem conseguir controlar as deixo brotar e vou Junto, encontrando cada centímetro da minha face.
Minhas mãos tremem, e a calçada esta vazia, como meu peito agora.
Maus pés descalços sobre o chão gelado, mas meu coração na para, e não sara a ferida que tem seu nome, e a angustia me consome.
Sina, certeza que esse é o titulo que se dá para coisas que acontecem respectivamente na vida de uma só pessoa, esse é o meu carma, me desandou, que me destruiu.
[04/junho/2009]
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Enfatizando
Juntando, enfatizando
Por que se penso, logo existo
Quero mostrar, mas não consigo
Quero falar, mas logo êxito.
Soltar gritar tudo aquilo que eu sinto
Tudo aquilo que penso
Tudo aqui que vivo
É tão estranho tão tenso
Um universo tão extenso
Que eu não consigo me encontrar
E tão pouco enfatizar
Peço socorro, choro, quase morro
Fico confusa, mas não corro
Enfrento de peito aperto
E procuro buscar o que é certo
Tão surreal é o que quero
Com tantos detalhes me desespero
Agora que penso; enxergo
O quer vai acontecer
Interrogue-me faça o que é preciso fazer
Subestime todo o meu desejo de querer saber
Depois me entrega, ao castigo de crescer
Dou voltas nauseantes em meus pensamentos
E me enjôo com o que chamo de bom-senso
Fico sem idéias pra poder ditar nossas regras
Fecho os olhos para enxergar, o poder que me cega .
Aula de Geometria 22-04-2009
Rodrigues & Rodrigues
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Bicho Homem
Bicho homem de mulher sem pureza, vida sem riqueza e solidão
Bicho homem de filha mal-tratada, de calça resgata e sem comunhão
Falta da cidade, da eletricidade, maldade jorrando dos dedos da mão
Do sangue, das costas e do seu coração
Um cachorro jogado, selvagem matado, com ódio e sem dó
Uma mãe chora fria, ferida, sem vida, despida em pêlo
Eu corro na rua, em plumas, nas costas carregando o desespero
Pesada a mente da gente sofrendo
Querendo o epilogo do livro que não leu
Sonhando de manhã, de madrugada,
Querendo o corpo que não era seu
Bicho homem, das dores, das covas
Bicho homem da força, das armadilhas, das apostas
Bicho homem da selva de pedra, dos faróis das noites
Bicho homem da birita na esquina
Bicho homem, tanto pai, e filho seguindo sua sina.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Madrugada
Onde choro e posso ter medo do escuro sozinha,
Onde eu não preciso perguntar se posso ou não, apenas faço.
Onde eu lembro, e esqueço de tudo que vivi no dia
Onde eu rio, grito e tremo
Onde dói a ausência
Onde faz falta a presença, sendo que seria a mesma coisa.
Quando as ondas chegam na areia e tocam meus pés
Quando deito na calçada e vejo a lua cheia
Onde escrevo poesias, e faço canções
Onde me lembro dele, e aperta o coração
Onde a saudade cresce e se aflora onde a lagrimas chagam sem convide
O sorriso prossegue
Que o medo escorregue
Onde tudo faz falta
Onde o abraço faz lagrimas
Onde reflito, e se não quero grito
Onde o pai se torna filho, e o filho se faz o que quer
Onde se perdem, ou nos encontramos
Onde existo, me visto, me sinto.
Madrugada
Algo mestiço
Amáveis e sinistros
Paixão constante,
Um vício.
Batimentos de um coração
O céu esta subindo
Estou perdendo a respiração
Os batimentos do meu coração
A lua esta surgindo
Crianças estão sorrindo
Que o futuro seja bem vindo
E os batimentos do meu coração
Minha vida esta sumindo
Que o céu seja bem-vindo
Tem uma bala em minha direção
Perfurando o meu coração.
Mãe
E seu olhar profundo que me olha estranhamente
Os seus seios salientes e sua calça a rasgar
Você me estressa cada dia mais
Cada dia mais me estressa
Seus negros cabelos,
A sua pinta na face
A sua boca tão doce
Era apenas um disfarce
Uma franja no olhar,
Um sorriso sincero
Gestos calmos
Um amor fraterno
Suas pernas a cruzar
Suas coxas se ressaltam
O desejo a saltar
No meu pai que é um garoto
Filhos não sabem contar historias
Pais, não sabem fazer poesia
Mães que amam caladas
Se expressam nessas tristes linhas frias.
Uma das melhores, homenagens a parte.
domingo, 29 de março de 2009
Eu preciso?
Desses ossos e balas
Vícios, amigos...
De dramas e riscos
Sapatos caros
Brincos
Ratos e magos
Plumas, turnas
Respostas, e apostas
Propostas
Entendimentos são
O que meus pés representam
Chamas e coração
E não preciso de nada disso
Vivo de livros e benções
E pulo abismos
domingo, 22 de março de 2009
WALL·E
Quando esse filme foi lançado, fiquei morrendo de vontade de assistir...
O tempo passou e Poof! Uma amiga alugou, e eu me aproveitei de sua boa vontade
Assisti!
Quem não se fascina com robozinho que fica sozinho no planeta Terra que foi soterrado pelo lixo da humanidade, no entanto, continua funcionando, e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado a fazer, e por muitos anos ele trabalha colecionando inúmeros artefatos humanos que ele encontra durante a limpeza. Entre eles, estão um cubo mágico, um aparelho de VHS e uma fita de seu filme favorito, Hello, Dolly!
WALL-E vive apenas com a companhia de uma baratinha. (Isso chamou minha atenção, numa terra devastada, ainda resta uma barata, uahsuahsuahs.)
A inteligência e curiosidade de WALL-E me encantou. Isso só no começo do filme.
Ao decorrer do longa surge EVA, uma robozinha do futuro. (linda! *-* )
Pronto , não é que ele se apaixona por ela...
O dialogo dos dois é ótimo:
-EVA!
-WALL-E, EVA
Não vou contar o resto da trama, pois vai a critério e gosto de quem assistir o filme...
A Pixar como sempre dando um show. (Animação é o que Há!)
Do mesmo Diretor de Procurando Nemo (Outro filme pelo qual sou apaixonada.)
domingo, 15 de março de 2009
Mamma Mia! O filme
Acabei de assistir esse filme, e pra quem gosta de musicais (assim como eu), e muito mais pra quem gosta do ABBA, é um ótimo filme.
A atuação da Meryl Streep como sempre maravilhosa, alem de ser uma grande atriz, a mulher ainda se mostrou como boa cantora.
[Mamma Mia! é um filme musical de 2008, adaptação ao cinema da peça musical, baseado nas canções do grupo popp sueco ABBA.]
sábado, 14 de março de 2009
Só para lembrar.
Cada dia que passa o meu ódio prevalece, a fúria toma o meu peito, e desprezo por esse ser que por vezes é divino, mas muitas vezes desprezam sua “divindade”.
Cada um mais pobre de espírito que o outro, e não ligam para o que existe ao redor. Isso que me aflige, e indigna e me deixa sem palavras.
Eu não sou ”A Sra. certa”, e nem a dona da razão, tenho meus erros, e não os escondo. Talvez me arrependa, também não foi nada prejudicial a ninguém a não ser a mim mesma, então o que os meus erros têm a ver com a vida das pessoas?
Hoje todos se preocupam tanto com a vida alheia que se esquecem da própria, assim construindo uma cadeia, onde eu cuido da sua vida, e “fulano” vida da minha, e assim vai indo, chega o dia que ninguém mais vive para si, acaba-se vivendo para os outros, que por vezes não se auto-conhecendo.
E com isso a podridão do mundo aumenta mais.
Quando me acho estranha nesse mundo, por hora me confundo, escrevo de tudo, leio e releio livros, e vejo que az vezes isso pouco importa. Por mais que eu só pense na minha vida, será que um dia vai ter alguém por quem vou ter que ajudar a viver?
Me confundo com minha próprias palavras e choro com meus próprio textos, sejam bons ou ruins. Por um tempo procurei viver só, consegui muito pouco com isso, apenas a base o autoconhecimento.
Mas também vejo, que o tempo em que estou rodeada por muitas pessoas, mais da metade me odeiam, e o melhor disso é que não e importo mais.
É sempre bom ter pessoas que gostam de você, isso já percebi. Mas como diz minha mãe: isso não é essencial.
Minha mãe, ah a pessoa que mais me deu conselhos, acho que se eu estivesse seguido á todos não teria passado por metade dos apuros que passei. Aquele que falar que discordar da mãe é certo, levaria um tapa na cara.
Olha que tenho só dezessete anos, a idade da rebeldia como dizem por ai, mas de uns tempos pra cá vi que os conselhos da minha mãe são os melhores, e graças a eles eu consigo seguir em frente.
E assim, com ódio do ser humano, sozinha e acompanhada, seguindo os conselhos da minha mãe, vou seguindo. Pro caminhos às vezes engraçados ou tenebrosos, mas vou seguindo.
Levo minha fé comigo aonde vou, pois só assim, eu sei que poderei seguir em frente. Minha confiança em Deus hoje é a minha absoluta certeza de conforto e abrigo.
Escolhas
Resolvi despejar em palavras a bagunça que se encontra dentro do meu ser
Onde deixo de ser quem sou e passo a ser algo que não se explica
Se asas eu tivesse, se a liberdade eu conquistasse por segundos, tudo seria mais calmo
Queria devastar essa onda de magoas, depois poder nadar em um mar de alegria, sem precisar fingir ser quem não sou; largar essa capa de proteção pelo caminho, e viver sem ressentimentos, ser quem quero ser, encontrar meu futuro na próxima porta, mas quero chegar até lá sem precisar fingir. Escolher meu caminho se tornou tão mesquinho, os muros parecem mais altos e as escalas mais cansativas, e me retraio, com medo de me tornar mais uma pessoa hipócrita (nesse mundo de meu Deus), que se recusa a enxergar seus próprios erros. Vou caminhar de um jeito, não sei se o certo, mas o que me faz melhor.
Distorção
Minha boca fechada se distorce
O coração contorce
É o que tenho é minha fé que me move
O tempo se diz amigo da lei, mas a mim ele prende, e com ele eu disputo formas de viver, de conviver.
No horizonte eu encontro força, mas só por alguns minutos, que se perderão pela eternidade do sol.
Não há mais brilho nos meus olhos, pois eles se perderam com as forças que eu tentava guardar.
Me dói o pensar, me dói as escolhas, me dói o medo de sentir.
Não sei mais o que virá, antes eu tinha o que esperar, hoje só vejo terra e pó...
Mas o horizonte me chama, e clama pela minha presença, pelo meu rastejar, pelas minhas lagrimas que escorrem interminavelmente.
Mas o sol insiste, e não desiste de nascer, por todos os dias. Trazendo e escondendo, minha fraqueza, minha tristeza, minha infame e sangria alegria sozinha.
Anjo Rafael
A porta se abre, entra no meu coração uma pessoa quê se acaba
Quem éramos, quem sou, o nosso futuro esta aqui ou acabou?
Da janela vejo a rua, lá fora o jardim cada dia mais lindo, e a chuva me ignora, os ônibus passam me livram de longos passos, minha mente adormecida por algo que não sei explicar
Lá esta ele no parapeito da janela, sabia que vinha, em busca dela. Meu anjo da guarda, pequeno Rafael, dos olhos azuis, menino fiel, louros cabelos, sorria, mas eu não podia me mexer, e percebi que tinha algo diferente, ele não podia agir, e se calava, não falava, me olhava, meu o coração o sentia, o via e apenas sorria.
Suas asas doíam, algo o afligia, com grande agonia, pequeno Rafael, o menino que morria, eu sentia, não existia mais alegria, só havia agonia. Assim sumia, morria, minha vida ficava vazia, novamente ficava sozinha, sem anjo, sem amigo, sem ombro e sem suas asinhas. Meu ar fluía, o sono chegou e me fez companhia.
Ele sofria, eu sabia que suas asas caiam, mais um anjo caído, na minha vida surgia, pelo vidro suas lagrimas caiam, assim ia meu anjo, sem passo, sem vôo, sem ar.
Anjo menino pequeno, que me ensinou a amar.
Um tanto Pessimista.
Caiu e eu nem percebi, quando senti o estrondo já era tarde demais
O aperto já me enforcara
E meu coração estava em ruínas
As lagrimas já haviam secado antes de perceber
Já se estava perdido com o vento
O tempo gasto foi jogado fora
Foi como um punhal, uma martelada
Uma dor indescritível
Um ferro em brasa no peito
Foi doido e chorado
Eu sabia que uma hora ia acontecer, se tivesse me preparado
Não lhe culpo, e erro foi o sentimento
Pior agora é o ódio que sinto
A fúria injuria, o erro de amar.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Um dia de Janeiro
Jogar papelzinho
Estourar canudinho
Lançar aviãozinho
Abraço com jeitinho
Sorvete no potinho
Mordida de carinho
Um show, ou um barzinho
Almofadas, trapalhadas, brincadeiras e risadas.
O vento frio que vinha da janela
As gargalhadas que demos de coisas singelas
As guerras de travesseiros ou de joelheiras
As noites na calçada tocando violão
As musicas compostas
Os sonhos sonhados
Os jogos perdidos e ganhados
Choros berrados e calados
Abraços, afagos
Conselhos, ditados
Conversas nas madrugadas
Choradas e caladas
Brigas enterradas
Amigos e amigas
Buscados e guardadas
E no meu coração seguirão pela estrada.
Assim seja
Para que eu não precise ouvir suas futilidades diárias...
Que o dia esqueça-se de amanhecer... Mas que eu continue firme e forte nas minhas conquistas...
Que eu chore cada dia mais... Mas que eu não desista dos meus sonhos...
Que eu grite até perder a voz... Mas não vou levar desaforo pra casa...
Que eu sinta raiva... Mas eu não deixarei de respeitar o próximo...
Que eu me esqueça...
Que o mundo se exploda...
Que um joelho não faça mais diferença...
Que eu abra meus olhos e continue esquecendo o que vi e vivi...
Que cada bola defendida me encha ainda mais de felicidade e satisfação (de dever cumprido)...
Que cada ligação que eu atenda seja com noticias felizes...
Que cada carta que eu receba seja possível de responder...
Que eu não me rebaixe aos menores que eu de caráter...
Tenho minha opinião... Minha forma de viver... Vivo pra mim... Pra minha felicidade...
Pois então... A partir de agora que me esqueça... Que não existirei para as coisas ignorantes da vida... Que viva em Nostalgia os fracos... Pois eu também já vivi um dia.
Que deixem de ser falsos, e mentirosos... Como o ser humano é burro!
Ódio... Não sei se essa é a palavra certa, se não for está bem perto disso...
Chorei, gritei e escrevi...
Egoísta? Pode ser... Entenda como quiser.